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Casa de Lúdicos: onde encontrar?? Amazon, livros digitais

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Publicado por em setembro 4, 2016 em Arte

 

Casa de Lúdicos

Muitos ao meu redor, amigos de infancia e adolescência, se acostumaram a olhar as coisas como são, e viam apenas peças a serem movimentadas. Eu os achava mal jogadores. Amadores. Que não sabiam outra forma de jogar, se não pela mesma maneira. Cansei-me de todos. E sentir que eles também se cansaram de mim, e do meu modo de sempre burlar o que tinham na manga.. Trecho do livro Casa de Lúdicos.9170UEK1wSL._SL1500_

 
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Publicado por em setembro 4, 2016 em Arte

 

Dias reais

Se perco o tom de ver a vida, a que me destino? A notar a vida através do olhar de outros? E o que isso me torna? Uma sombra ou um cego?
Se já não consigo sorrir naturalmente, se os dias são sempre os mesmos, se os rostos dos amigos perderam-se com o tempo, o que isso me faz? Um eremita ou um Dom Casmurro, como um dos personagens tristes de Machado? Já estou morta?
Se ninguém é bom o suficiente, se nada corresponde às expectativas, do que viverei? De pensamentos, ou do vazio intocável? Por que precisa ser perfeito?
Se já não sei exatamente quem fui, se não sei exatamente quem sou, saberei quem vou ser daqui a alguns anos? Ou serei eternamente inconsciente?
Se tenho pouco, se escondo minha profundidade em algum lugar que nem eu mesmo tenho acesso, onde estou?

Tem pessoas que passam anos procurando por algo, que não está em lugar algum. Há milhares de homens e mulheres, humanos, que vivem de uma corrida eterna com o tempo, com a aceitação dos outros e com a felicidade aparente. Por quê? Qual a lógica de ser feliz de mentira?
Na corrida, eu vejo tanta gente aflita, sofrendo com a crueldade e com a crítica, com as tragédias, com os desastres naturais, com a crise política, com a falta de fé, com a falta de crença, com a fuga, com o medo de morrer em um cenário como esse…
Mas na vida, eu vejo um novo tempo. E nesse tempo, não se vê heróis, salvadores da pátria, mártires, ou uma referência intangível. Vemos a dualidade humana finalmente aparecer à vista de todos. Os elementos pacíficos e violentos juntos em cada um que mostra-se, exatamente, dessa maneira. E, apesar de ser realmente desagradável ver todos esses traços em tempo real, há uma certa beleza na verdade e na evidência: Quando algo se esconde sob algum artificio, não vemos claramente a realidade. Vemos o que nos mostram da realidade. Entretanto, se por outro lado, a natureza exibi-se como é, sem preocupar-se em fingir ou cobrir uma emoção, o que se vê é a realidade. E, mesmo que não seja das melhores, pelo menos agora não temos como fugir de olhar para o ser humano e vê-lo talvez, pela primeira vez, sem se esconder por detrás das suas ideologias, ou da sua visão perfeita sobre sobre si mesmo…

Maria Emanuelle M.F.

 
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Publicado por em dezembro 8, 2015 em Arte

 

É normal ser diferente

É normal ser diferente, certo?
Não, não é.
Se ando sozinha, se fecho os olhos para ouvir uma música, se contemplo uma paisagem e fico por ali apenas olhando, admirando, se não me comporto como o esperado (nem bom, nem ruim, apenas sem referência), devo justificar o desvio da minha personalidade, tenho que me considerar ‘a estranha’ e rir com os outros sobre isso para manter a ordem das coisas, que os compromete mentalmente a tudo. Não os utilizo, tenho pena de confundí-los ainda mais…
Entretanto, enquanto isso, perco muito tempo construindo e desconstruindo minha autossuficiência. Não deveria me sentir culpada, não deveria carregar algo que não é meu, não deveria ter que me defender sem ter declarado qualquer ofensa; Por isso, não acredito na normalidade. É um conceito baseado em um padrão de comportamento geral, que desconsidera toda uma variação de realidades e o fluxo de consciência de cada um. Ao que parece, a normalidade de antes sofreu alguns golpes, ainda assim a referência antiga do seu significado está aqui também; Não a vivemos mais, como antes. Mas, ainda, a utilzamos como ponte para lidar com as mudanças de valores que a nova realidade ‘conectada’ está construindo. O problema não é estar em transição, não é sentir uma falta de estabilidade em relação ao mundo, mas até onde evoluimos para lidar com mudanças tão profundas, sem começar teorias ou ações alienadoras que serão utilizadas para ‘freiar’ a liberdade que até aqui foi conquistada.
Se ninguém sabe exatamente para onde está indo, vai acabar aceitando a primeira proposta de salvação que encontrar no caminho, sem sequer analisar a direção. Tudo isso é causado pelo medo, medo da mudança, medo do que pode acontecer com o mundo, medo de não saber onde está o limite do ser humano; Mas não existe esse limite, nunca existiu. E isso pode ser interpretado de uma forma catastrófica por alguns, entretanto é algo inevitável, intangível, imutável. A falta de limite sempre nos conduziu, nos conduz e nos conduzirá ao longo do tempo, não é por acaso que estamos sempre em transição para algo melhor.

Maria Emanuelle

 
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Publicado por em setembro 13, 2015 em Arte

 

Ser humano

FB_IMG_1426886412627Abrir-se é como nascer de novo. A teoria é possível de controlar, a própria natureza e a própria energia, sozinhas, podem manter-se pacíficas, dentro de certos limites; Mas, na prática o ser humano é indomável a qualquer teoria. Se ele não vê o sentido que inconscientemente procura, afasta-se e finge estar perto, se camufla…

É preciso antes de tudo entregar-se ao ser humano, antes que ele possa ser seu. Mas, se nem assim captá-lo para o seu lado, é melhor que mude de tática: Não se entregue da mesma forma, pense em preservar-se também, antes que ele possa se acostumar com facilidades.

Se tudo que vejo é resultado desses contínuos processos de começos e fins, agora, o que sou, começa do outro lado.

Ass.: M.E.

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Publicado por em agosto 7, 2015 em Arte

 

Panorama

O tempo é o cenário. O que causa reage logo em seguida, o que se diz propaga-se como um eco, e o que é verdade e o que é mentira confunde-se com o certo e o errado de cada um; Perdemos o controle do nosso próprio tempo. Do futuro, somos apenas deslumbrados, apáticos, imóveis.. Nos apartamos e nos juntamos desconfiados da sobrevivência.

Temos medo de terminar sem chão, sem amigos, sem amor, sem ninguém. Mas, não tememos morrer sem ter feito nada além dos temores; Adoramos as imagens como quem adora um santo sem milagres, como quem se contenta com promessas de um dia tornar-se sublime. Tememos não ter o que adorar, e acabamos insatisfeitos com os santos…

Se do futuro, ainda estamos desacordados no passado, o que acontecerá quando acordarmos no novo milênio?

M.E.

 

 
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Publicado por em junho 8, 2015 em Arte

 

Futuro

Outro dia tive um sonho esquisito sobre o futuro:

Atravessamos uma linha de noite, e pela manhã nascemos com outros pensamentos. Todos se entreolhavam assustados, como se não soubessem exatamente como esconder do outro o que conseguiam ver. Que, nesse momento, não se tratava apenas de visão.

Todos estavam ao ar livre, em um espaço grande, público, colocados ali como quem havia sido abduzido da sua cama. Não me lembro dos detalhes do lugar, mas sem dúvida eu também estava entre eles, sentindo a mesma agonia de pensar coisas que nunca antes haviam me aparecido.

Estávamos todos em silêncio, aguardando a primeira manifestação. Mas, ninguém disse qualquer letra. Atônitos, cada um fez o que mais lhe convinha, naquele instante: Muitos foram para um canto, compreender como podiam olhar algo diferente do que conheciam. Outros, foram embora. Entretanto, a maioria continuou estática, com medo de terem se tornado loucos…

Acordei, quando finalmente havia movido os meus pés em alguma direção, que  agora não me lembro qual. Quando pensei sobre o sonho, parece que voltei a sensação que tive inconsciente. Incomodei-me por não ter visto o final, e fui colocada  em um pensamento que não existia nos dias reais. Não temi, mas fiquei a buscar razão por algo que, na verdade, não aconteceu. Aquela emoção de entrar pela primeira vez em um lugar desconhecido perdurou, sem que minha consciência a tirasse da cabeça.

– Acho que ainda estou sonhando..

Imaginei, de repente. Quando acordei pela segunda vez, com o mesmo pensamento.

 
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Publicado por em fevereiro 7, 2015 em Arte